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Com parcelamento de salário e 13º, segurança pública ameaça paralisar em Minas

Redação29 de janeiro de 20194min0
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Após o anúncio do governador de Minas, Romeu Zema, sobre o parcelamento do 13º salário dos servidores na segunda-feira (28), entidades ligadas à segurança pública no estado discutem paralisação. A reunião para discutir o parcelamento do 13º acontece nesta quarta-feira (30). Já na sexta-feira (1º) está prevista uma manifestação em frente à Assembleia Legislativa.

Além disso, a categoria não descarta paralisações pontuais. Neste caso, há a redução da escala de trabalho ou a chamada “operação tartaruga”, executando serviços de forma mais lenta. Já a Polícia Militar anunciou “posturas radicais contundentes”.

Uma assembleia geral dos trabalhadores estava marcada para a tarde desta terça-feira (29), na Cidade Administrativa. Contudo foi cancelada em razão dos trabalhos realizados em Brumadinho, onde na sexta-feira uma barragem da Vale se rompeu, causando, até o momento, 65 mortes.

A Associação dos Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Minas Gerais (AOPMBM) divulgou uma nota de repúdio em seu site.

“Essa notícia conseguiu piorar o que já era ruim. Como diz o ditado: ‘nada é tão ruim que não possa piorar’. Parece que a Governança não quer enxergar o caos que a medida acarreta. Famílias estão endividadas, com a renda comprometida, problemas de saúde dos servidores decorrentes desta situação e a desmotivação começa dar sinais no quartéis na prestação da segurança pública”, diz trecho do texto assinado pelo presidente da entidade, coronel Ailton Cirilo da Silva.

“Posturas radicais”

O militar ainda falou sobre a tomada de “posturas radicais contundentes que comprometam o Estado de direito”. Entretanto, procurado para comentar a frase, a assessoria da associação alegou que ele estaria em viagem. No texto, o coronel também reclama do tratamento diferenciado entre servidores do Executivo e demais poderes.

Além disso, a Polícia Civil também questionou benefícios exclusivos de outros poderes. O presidente da Associação dos Delegados da Polícia Civil de Minas Gerais (Adepol), Mário Correia, questionou o motivo dos outros poderes já estarem com “tudo em dia”. Para ele, se o estado está em situação tão difícil, todos deveriam fazer um sacrifício pela economia. Ele também lembrou que, mesmo com salários atrasados e abono de Natal, a categoria atua de forma exemplar em Brumadinho.

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Minas Gerais (Adepol), José Maria de Paula Cachimbinhom, afirmou que a categoria está “em pé de guerra”. “Estamos há quatro anos sem reposição salarial, com o salário fatiado e ainda vamos receber o 13º em 11 vezes? Isso é inconcebível”, reclamou.

Portal Onda Sul

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