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Carmelitano dá aulas em Harvard

Redação4 de dezembro de 20185min0
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Carlos Bueno Junior é de Carmo do Rio Claro e vai ficar por um ano nos Estados Unidos, onde ministra aulas de genética.

Persistência, estudo e muita dedicação. Esses são as características que levaram o carmelitano Carlos Bueno Júnior a realizar, em setembro deste ano, um sonho – se tornar professor universitário em Harvard, uma das maiores faculdades do mundo.

Natural de Carmo do Rio Claro (MG), Carlos ainda estava no ensino médio, em uma escola pública, quando decidiu o que queria fazer pelo resto da vida.

Acredito que a educação é uma forma potente de transformar as pessoas. E pessoas transformadas são fundamentais para construir um mundo melhor“, afirma.

A oportunidade de ministrar aulas em Harvard não é a primeira do professor universitário no exterior. Graduado em educação física, Carlos fez Mestrado em Anatomia, Doutorado em Genética e Pós-doutorado em Obesidade, tendo ministrado aulas na Noruega e na Inglaterra.

Na época do Mestrado, ele fez uma viagem à Áustria para apresentar um trabalho. Desde então, vinha participando de congressos e eventos ao redor do mundo. Carlos conta que os convites surgiram por causa de artigos já publicados.

Como professor do ensino superior, sinto prazer, porque eu amo o que faço. Grande responsabilidade, porque estamos formando inúmeros profissionais que, na prática, vão atender milhares de pessoas e um grande desafio, porque os alunos entram na faculdade com desejo de um retorno muito rápido“.

Diferenças no ensino

De acordo com Carlos, uma das principais diferenças entre o ensino nos Estados Unidos e no Brasil é a forma de ingressar na faculdade. Enquanto aqui os alunos normalmente entram por meio do vestibular ou do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), nos EUA toda vida acadêmica, desde o ensino fundamental, conta.

Na Faculdade de Medicina de Harvard, por exemplo, não é apenas [avaliado] se o indivíduo tem capacidade para se tornar um excelente cirurgião depois que se formar ou se consegue acompanhar novas tecnologias de exames de última geração. O que acham fundamental, desde antes dele entrar, é se esse indivíduo tem capacidade de transformar o mundo“.

Ou seja, segundo o professor, os norte-americanos não têm conhecimentos testados somente em português, matemática, ciências, geografia, história ou redação. Para ingressar no ensino superior, é preciso ter um currículo com trabalhos voluntários e outras atividades extracurriculares.

Na hora da seleção para a universidade, esses adicionais contam tanto quanto as notas na escola. Por isso, muitos consideram esse sistema mais justo que os aplicados no Brasil.

Alguns passam dois anos trabalhando na faculdade, no laboratório de pesquisa ou mesmo fazendo trabalhos voluntários para, então, conseguir entrar na faculdade“, afirma.

Oportunidade

Carlos vai ministrar aulas para o curso de medicina de Harvard até setembro de 2019. Para ele, a experiência é enriquecedora, especialmente por poder lidar diariamente com uma enorme diversidade de culturas.

O professor acredita ainda que existem oportunidades para todos que, como ele, buscam no ensino superior uma forma de desenvolver as habilidades. No entanto, para isso, é preciso não deixar de seguir em frente.

O mais importante é sonharmos bem alto, acreditar nesses sonhos e trabalhar bastante para que eles aconteçam. Não é de um dia para o outro que as coisas vão acontecer. Tudo depende de muito esforço, muito trabalho. Vamos receber muitos ‘nãos’ na vida, mas se a gente acredita, vai continuar lutando e vamos conseguir alcançar nossos sonhos“, conclui.

Portal Onda Sul

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