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Região perde mais de 10 mil trabalhadores rurais

Redação31 de julho de 20184min0
Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A mecanização na agropecuária nacional tem reduzido o número de trabalhadores rurais. De acordo com o mais recente Censo Agropecuário, divulgado na última semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pelas estimativas do órgão, de 2006 a 2017, para cada trator no campo, quase quatro empregos foram extintos. Nas sete cidades da região com maior número de máquinas agrícolas, com um total de 2.673 tratores ativos, e de acordo com as regras adotadas pelo IBGE, a mecanização do campo gerou pelo menos 10.692 desempregados.

Segundo dados do IBGE, Passos é o município da região com o maior número de instrumentos para a agropecuária, somando 1.509 equipamentos, sendo que 62,02% são tratores, 14,64% fazem parte do grupo de semeadeiras, 6,62% são colheitadeiras e 16,69% são distribuidoras de calcário.

Alpinópolis é o segundo município com maior número de maquinários em territórios próximos. Ao todo, são 543 tratores, 87 semeadeiras, 42 colheitadeiras e 191 adubadeiras (distribuidoras de calcário). No terceiro lugar entre as cidades que mais possuem máquinas agrícolas, Bom Jesus da Penha dispõe atualmente de 372 tratores, 81 semeadeiras, 37 colheitadeiras e 134 adubadeiras.

Sendo assim, com o total de 2.673 tratores ativos na região, ao realizar o cálculo proporcional seguindo as regras adotadas pelo IBGE que revela que, para cada trator, cerca de quatro pessoas deixam de trabalhar, obtém-se uma média de 10.692 desempregados.

Antônio de Paula Lopes, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Passos, disse que a redução da mão de obra campestre é uma situação visível em qualquer região. “Além de perceptível, é uma condição muito complicada; por exemplo, antigamente, tínhamos muitos cortadores de cana, hoje consideramos esse ofício até como um trabalho penoso, mas, por outro lado, muitos perderam sua fonte de renda, então temos que avaliar com muito cuidado esse contexto, pois toda evolução tem seu lado positivo e o negativo”.

Para Lopes, o caminho encontrado para quem optou por continuar no setor agrícola foi o trabalho em cultivações menores ou até mesmo familiares, tal como nos períodos propícios para a panha de café.

Vendas em alta

Marcelo Cícero Nasser de Morais, gerente-geral da concessionária Somassey, relatou que o número de vendas nas lojas é crescente. “Os mais procurados são os tratores da linha leve e pesada, além das colheitadeiras de café”, acrescentou.

Porém, mesmo com o crescimento, Morais disse que a quantidade de máquinas no Brasil ainda está longe de atingir os líderes do setor. “A procura não para de aumentar, mas, em comparação a níveis europeus ou estadunidenses, o Brasil ainda está longe de atingir o mesmo percentual de tratores por hectares”, finalizou Marcelo de Morais.

 

 

 

Via Folha da Manhã
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